Quando a gente é jovem tudo parece o fim do mundo. Mas não é. É só o começo.
17 Outra Vez  (via se-eu-pudesse)

(Source: cirandices)

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A recaída de amor acontece como num daqueles pesadelos que se está caindo. De repente você acorda sentado na cama: Meu Deus, eu preciso saber! Mas se eu já estava tão bem há semanas. Volte a dormir, volte a dormir. Você já tinha decidido lembra? Nada a ver com você, chato, bobo, não deu certo. Mas eu preciso saber. Não, não precisa. Pra quê? Vai te machucar. Não! Eu preciso saber. Então levanto da cama. Facebook, a desgraça em formato de parquinho virtual. Nome dele, aparece a foto azulada e ele de perfil. É tão bonito. Mas não há mais nada que eu possa ver. Nos deletamos mutuamente pra evitar justamente esse tipo de inspeção noturna. Mas isso não vai ficar assim. Ligo pra nossa amiga em comum. Ela não atende, afinal, são duas da manhã. Mando mensagem “me manda sua senha do Facebook agora ou vou ficar te ligando até amanhã cedo”. Ela manda a senha e um palavrão. Acesso. Vamos ver. Eu preciso saber. Eu preciso. Então vejo que ele não posta nada há cinco semanas. Fotos, fotos. A única foto nova é o flyer de uma festa que eu fui e ele não estava. Nada. Jogo o nome dele no Google. Aparece uma foto dele alcoolizado dando entrevista em uma festa de mídia. Como é lindo. Tento o Twitter mas ele só escreve piada de político. Tento o Facebook, Twitter e blogs de amigos. Está ficando tarde. Se eu tivesse essa mesma concentração e minuciosidade e empenho e energia para o trabalho estaria rica. Estou retesadamente motivada e atenta. Mas não consegui nenhuma informação e eu ainda preciso saber.
São seis da manhã. Estou cansada. Coloco a música de quando você forçou a porta do quarto e entrou. Black Swan. Não sou boa de inglês como você, mas sei que é a história de algo que já começou fodido porque cresceu demais antes da hora, você que pegue um trem e suma daqui. Que bela música pra começar. Ok, agora estou chorando. Lembrei que eu me sentia tão viva com você me olhando bem sério e bem no fundo dos olhos e machucando meu braço. Sim, é definitivamente uma recaída e eu acabo de decidir que te amo mais que tudo no universo e que amanhã, ou hoje, porque já são sete e meia da manhã, vou resolver isso. Agora preciso dormir só um pouquinho. Volto pra cama. Coração disparado. Não tem posição na cama. O que eu faço? Não tô a fim de ler, não tô a fim de ver TV. Aquelas outras coisas que se faz pra acalmar tô com preguiça agora, minha imaginação está indo toda para traçar um plano para que eu descubra. Descubra o quê? Não sei, mas sei que algo está acontecendo, ou eu não estaria assim. Porque eu sinto quando ele está com alguém, sabe? Eu sinto. Sim! A cartomante!
Ligo pra Zuleide. Você atende hoje? Mas é domingo, Tati! Atende? Só se for por telefone. Tá bom, então joga aí: ele está com alguém? Mas Tati, você quer mesmo saber isso? Quero, mulher. Eu preciso saber. Joga aí: ele está com alguma puta? Tati, eu não posso perguntar isso pras cartas. Pergunta aí: ele tá com alguma piranhuda desgraçada vagabunda vaca dos infernos? Zuleide pede desculpas e desliga. Preciso do Lexapro mas ele acabou há semanas, igual meu amor. E agora, de repente, preciso tanto dos dois novamente. Você acha que ele está com alguém? Não sei, Tati, eu ainda tô dormindo, posso te ligar mais tarde? Você acha que ele está com alguém? E se estiver, Tati, quer ir ao cinema mais tarde? Você acha que ele está com alguém? Putz, sei lá, homem sempre tá comendo alguém né? Você acha que ele está com alguém? Tati, do jeito que ele gostava de você? Claro que não! Chega, chega. Preciso me acalmar. Pra que isso? Se ele estiver com alguém agora, e daí? Terminamos não terminamos? Ele e eu não temos nada a ver, certo? Decidimos que era melhor assim, certo? Eu não tava bem com ele e nem ele comigo, certo? Porque era bom e tal. Aliás, meu Deus, como era bom. Mas não era bom pra ficar junto, certo? Então pronto. Chega. Adulta, adulta. Qual o problema se ele estiver agora, justamente agora, lambendo a virilhazinha de alguma desgraçada? Qual o problema? Ok, eu posso morrer. Eu definitivamente posso morrer. Chega, vou acabar com essa palhaçada agora mesmo.Tomo banho, me visto, pego a bolsa, entro no carro. Considerando que ele não mora em São Paulo, não sei exatamente o que eu pretendo com isso. Mas me faz bem enganar o cérebro e fazer de conta que estou indo atrás da verdade. Na verdade vou só na casa de outro, preciso fazer qualquer coisa que não seja sofrer, mas não consigo. O outro não conhece Black Swan, não ri da história da Zuleide, não me aperta o braço.
Volto pra casa, destruída. Sinto tanto amor dentro de mim que posso explodir e bolhas de corações vermelhas atingiriam o Japão. Quase não consigo respirar. Chega, chega. Ligo pra ele. Ele não atende. Ligo de novo. Ele atende falando baixinho. Você está com alguém? Estou. Desligamos. Pronto, agora eu já sei. Depois de um final de semana inteiro de palpitacões, descargas de adrenalina, músicas, textos, amigos, danças, gritos, sensações, assuntos, choros, dores, vida. Agora eu já sei. O que eu nunca vou saber é porque faço tudo isso comigo só porque tenho tanto pavor do tédio. Era só isso o que eu precisava saber.
Tati Bernardi.  (via oquevocesignificaparamim)

(Source: nomeiodoinverno)

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Dentre tantas personalidades tu tens a que mais detesto. Realmente me surpreendo, cada dia que teria que entender mais de ti, mas não, tu é alguém que não quer ser entenda. Não sou a melhor pessoa pra explicar o que tu és, aliás, foram somente três meses, e com uma toda mudança de vida. Digo mudança, desentendimento, aquele conflito onde de onde realmente devem-se colocar as coisas, ás vezes me questiono se devíamos mesmo ter estacionado ali, naquele silêncio, sorrisos abafados, na contradição do bem e do estar… Sim, estou falando do amor, aquele que fluiu e nos mudou, transformou duas pessoas distintas de dor a se conhecerem e novamente acreditar em sua existência. Eu conheci então o primeiro lado teu que anotei na frente do meu caderno “ela tem um sorriso lindo” não tinha necessidade, pensava nele em todo instante, mas era intrigante, era cedo, uma semana, e tu ainda dizias com toda severidade não precisar de ninguém, era contraditório, quem ama precisa, seja longe, perto, seja o que seja, apenas mentalmente, mas existe, e o que era pra você? Um sorriso que saiu depois dos primeiros passos a desvendar os sentidos, descrevendo uma necessidade, ou se me entende, o primeiro “eu cuido de você”. Mas eu nem sempre cuidava, minhas palavras aos poucos te matava, você não estava preparada pra ouvir o que eu sentia, e eu tinha apenas um sorriso e dezenas de duvidas, algumas que até hoje tu não foi capaz de responder… Fomos caminhando, tu me disse seus problemas e tua rotina, nela estava um tempo especifico pra fazer cada coisa, será que você seguia perfeitamente ou pulava até na parte de pensar em mim? Eu fazia isso, em geografia ficava ansioso pra estudar teu estado, em matemática, medir nossas distancias – eu já sabia, e daí? eu queria provar a mim mesmo que suportava, distancias podem ser quebradas- Até passei a prestar atenção mais em inglês, porque tu gostavas, e eu não queria ficar atrás, pois devíamos sempre estar andando juntos, mesmo que distante. Três semanas, e veja só: Um sorriso, um sonho, uma personalidade, um lado teu, gostos, rotina, uma parte de você, misturado tudo com palavras que tu nunca claramente dizias. Eu estava ficando louco, ou tu passaste a invadir até meus sonhos? – Eu não me importaria de mentir um sonho pra ti, só pra te incluir nele, não pela mentira, mas pelo teu sorriso - Que hilário, tu ria das minhas burrices, e eu da tua risada, que gozado, uma pequena webcam mostrava tão bem um cabelo, uma componente de você sem graça louca pra desligar “espera mais um pouco”. Quem precisava de Mona Lisa? Eu tinha um retrato teu não valia o tanto quando o dela, mas pra mim custou saber que era só uma foto, e que não existia um tu aqui junto comigo, não existia nada além da minha paranóia me perseguindo… Você adora português, de vagar, tu me disseste que não vive sem batata frita, e em pouco tempo conheci outro lado teu: A esquiva. Tu tens medo de ser conhecida, de ser questionada, e pressionada, pra você o único certo que existe é o que você pensa, mas tu estavas errada, o mundo não gira em torno das suas teses. Respeitei, admirei, e até sorrirmos quando supostamente fizemos nosso primeiro texto dedicado ao outro, não foi preciso dizer nada, atrás de uma tela cujas existia duas pessoas que embora não falassem se amava, ela tinha gostos comuns, qualidades normais, e uma personalidade detestável, mas quando ela sorria, o pobre rapaz esquecia-se dos problemas, do caminho, das distancia, dos apenas dois meses, de tudo, e de nada, só pensava em ti, e como tu consumia cada parte em mim. Soaria melhor dizer um nós, um nós que nós sabíamos que existia mesmo sem nada formal, porque era algo que tu nunca diria, e eu correria, atrasaríamos, mas sentíamos, sentimos e mesmo agora no terceiro mês, dois perfeitos, e um inacabado com todas as situações erradas possíveis, existe um sujeito feliz, conheceu uma garota da personalidade horrível, conheceu teus gostos, e aprendeu tuas manias, descobriu teu sonhos, e achou dois amor, mas a certeza só de um – o meu.
Três meses sobre nós.  Sam  (via oquevocesignificaparamim)

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Eu ainda escuto os teus sussurros no pé do meu ouvido e mantenho cada palavra guardada em mim. Só queria ver as coisas quando eu já não estiver aqui, quem cuidaria de você como eu cuidei? Eu ainda sinto o teu cheiro, mesmo você não estando aqui ao meu lado, eu ainda sinto isso. De alguma forma eu preciso apagar certas lembranças suas de dentro de mim, pra quando você se for eu não tenha coragem o suficiente de acabar comigo mesmo. Fuja com meu coração, fuja com meu amor, fuja com minha esperança mais apenas não me deixe só. Só por essa noite fale todas as coisas que eu necessito escutar, continue a me segurar como jamais segurou. Porque só havia uma coisa na qual eu precisava acreditar pra ser capaz de viver - eu precisava saber que você existia.
Beeshop. (via segredosdeumpoeta)

(Source: m-i-l-o-n-g-a)

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